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· Apito para Juriti (Leptotila verreauxi).
· Procedente do Município de Morada Nova / CE.
· Confeccionado artesanalmente para uso pessoal (Sr. S. C. A.). |
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· Apito para Nambu (Crypturellus parvirostris e C. tataupa).
· Procedente do Mercado Central de Fortaleza / CE.
· Confecção provável em Caruaru / PE, destinado ao comércio. |
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· Apito para Mocó (Kerodon rupestris).
· Procedente do Município de Santa Quitéria / CE.
· Confeccionado artesanalmente para uso pessoal (Sr. A. N. D.).
· Utilizado também na caça de felinos para obtenção do couro
e eliminação de raposas. |
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· Apito misto para Nambu (Crypturellus parvirostris e C. tataupa) e Marreca-viuvinha (Dendrocygna viduata).
· Procedente do Mercado São José, em Recife / PE.
· Confecção provável em Caruaru / PE, destinado ao comércio. |
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· Apito para Codorniz (Nothura boraquira).
· Procedente de feira em Santa Quitéria / CE.
· Confecção provável na região, destinado ao comércio local. |
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· Apito para Rolinha (Columbina spp. e Scardafella squamata).
· Procedente do Mercado São José, em Recife / PE.
· Confecção provável em Caruaru / PE, destinado ao comércio. |
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· Apito para animal desconhecido.
· Procedente de feira em Santa Quitéria / CE.
· Confecção provável na região, destinado ao comércio local. |
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· Apito para Marreca-viuvinha (Dendrocygna viduata).
· Procedente do Município de Morada Nova / CE.
· Confeccionado artesanalmente para uso pessoal (Sr. S. C. A.).
· Denominado como Coió. |
Estudos sobre a percepção humana em relação aos animais são desenvolvidos por alguns segmentos da ciência, dentre eles a Etnobiologia. A dimensão do conhecimento popular referente à fauna não é totalmente compreendida pela ciência, podendo ser apenas estimada através de vestígios culturais como:uso medicinal, folclore, previsão do tempo e outros, entretanto, boa parte do contato humano com animais ocorre na caça de subsistência.
Os apitos de arremedo, arremedadores, pios ou chamas tem origem desconhecida, provavelmente pré-histórica,
refletindo na sua plástica séculos de aperfeiçoamentos para o tamanho e forma mais apropriadas na reprodução
fiel do som emitido pelo animal desejado, porém o uso de materias rústicos como madeira e ossos, ou elaborados como PVC, câmara de ar de bicicleta, folha de flandres e tampa de garrafa refletem a mistura de tradição e criatividade popular na confecção destes instrumentos de caça.
A caça com apitos requer grande conhecimento sobre os hábitos e sons produzidos pelo animal, precisa ainda
que a vítima compense a espera pelo seu porte ou sua quantidade, pois é investido tempo e paciência pelo caçador, por isso essa tradição é decadente, principalmente devido à destruição do meio ambiente, superpopulação, aculturamento (globalização) e miséria. A OAP mantém uma coleção destes apitos, estando catalogados dados sobre a confecção, localidade e quando possível gravada a imitação feita pelos populares onde foi obtido o material.
Nosso movimento posiciona-se terminantemente contra a caça esportiva e o aprisionamento em gaiola, mas não fecha os olhos para o que se refira a cultura popular sobre as aves. |
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