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Observar aves, diversão na mata
Jornal do Commercio
Ciência e Meio Ambiente
Recife, Domingo, 09 de junho de 1996
ORNITOLOGIA - Clube de Observadores de Aves completa uma década de pesquisas em Pernambuco.
Hoje, os Observadores de Aves de Pernambuco - OAP contabiliza 282 saídas à campo e a catalogação de 480 espécies. Um trabalho paralelo à investigação científica, que tem dado significativa contribuição à ornitologia.
Com uma mochila nas costas e um bloquinho de anotações nas mãos, eles andam observando toda a sorte de pássaros que cruzam seu caminho nos finais de semana. Mas como nem toda espécie apresenta tamanho razoável e plumagem colorida favoráveis à observação, os sócios da OAP costumam lançar mão lançar mão de um outro sentido - a audição - para identificar as aves.
O contato auditivo chega a corresponder a 70 % das identificações. "Com o tempo nossos ouvidos se acostumaram a conhecer uma espécie pelo canto", esclarece o guia de turismo Manuel Toscano de Britto, o Badu, 51 anos, fundador da OAP.
As saídas são feitas no início da manhã ( entre 5h e 10h ) e no final da tarde ( entre 15h e 18h ), quando as aves estão em plena atividade, buscando alimentos ou confeccionando seus ninhos. Eles anotam data e local da observação, nome vulgar do animal, condições do tempo, tipo de vegetação e dados sobre a alimentação.
Além de diversão, o hábito de observar aves se tornou uma forma de preservar o meio ambiente para os sócios da OAP, que hoje somam 15 pessoas. A OAP já fez listas da chamada avifauna da Lagoa Olho D'água, em Jaboatão dos Guararapes, da Mata do Horto Zoobotânico de Dois Irmãos, da Reserva Ecológica do Engenho Uchoa, do Jardim Botânico e da Lagoa do Araçá, no Recife, entre outros locais.
"Estes estudos tem baseado planos de preservação de prefeituras e do governo"diz o museólogo e funcionário público Gustavo Pacheco, também sócio-fundador da OAP. |
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